PRECISAVA correr…

por / segunda-feira, 02 março 2015 / Postado emVida de Corredor
correndo

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Outro dia, estava eu, deitada na cama, curtindo aquela preguicinha típica de todos os dias. De repente, minha mente começou a ficar agitada, a conversa que rolava despretenciosa deu lugar ao silêncio e percebi que eu PRECISAVA correr. Como assim? PRECISAR correr? Precisando, oras! Simples assim. PRECISO correr. Estou indo…

Isso sempre acontece comigo! A corrida me ajuda a organizar as ideias, aquieta o meu coração, traz paz à minha alma. Estou feliz, vou correr. Triste? Corre que alivia. Precisando criar? Corre que vai voltar com o projeto pronto! É mais ou menos assim… A corrida me ajuda em todos os quesitos da minha vida. Da felicidade à tristeza, da melancolia à euforia, corrida é sempre uma boa pedida!

Voltando ao tal dia em que eu PRECISAVA correr… Estava com a cabeça cheia de grilos, com dores no corpo, cansada, melancólica, angustiada, de ressaca. Vesti um short larguinho, minha camista favorita, calcei um tênis free, peguei os fones e saí.

Sem rumo, sem objetivos, sem pressa. Coloquei um som baixinho (música alta nessas horas pode ser muito perigoso) e fui ouvindo no modo aleatório tudo o que tinha gravado naquele dispositivo. Lulu Santos, Tiê, Tulipa Ruiz, Eddie Vedder. Cada um foi passando uma mensagem e me ajudando a organizar as ideias, mandar os grilos para o espaço e me sentir em paz. Os caras do Fino Coletivo surgiram do nada e me fizeram recordar uma fase tão feliz e intensa da minha vida, que deu vontade de “voar” até a pracinha e fazer uns exercícios também.

Era manhã de terça feira de carnaval… As ruas e a pracinha eram só minhas! Ai, que delícia! Fiquei ali, observando a cidade, me exercitando, pensando na vida. É, depois de muita folia, eu tinha um tempo meu, eu e eu. Fui me enxendo de paz, senti as energias ruins indo embora, os grilos começaram a ser substituídos por “borboletas no estômago”… Era hora de voltar. Voltar para casa, para minhas visitas, para aquele dia que prometia ser muito bom!

A Banda Mais Bonita da Cidade resolveu me fazer companhia na volta para casa. O Ritmo era trotezinho paquera e aquela voz suave foi me enchendo de alegria. Comecei a sorrir e aquela voz linda repetia: “se eu corro…” enquanto eu me aproximava da minha casa, da minha vida e percebia que sair para correr é sempre a melhor escolha.

Muita gente não entende essa necessidade louca que sentimos de sair correndo por aí. Alguns corredores, inclusive, já me disseram nunca ter sentido esse desespero por correr. Já ouvi de um amigo, que quem treina a sério não tem esses rompantes. Que treino é treino e corrida não é brincadeira. Respondi na hora que a corrida devia ser algo muito chato na vida dele. Ele me disse que a corrida era levada a sério e que quando queria se divertir, fazia outras atividades. Tá bom. Cada um faz o que quer! Cada um encara a corrida da forma que ela realmente está presente na sua vida…

Eu corro porque me faz feliz e quero correr a vida toda! Posso ser a maior pangaré da história, mas não ligo (na verdade, não ia achar ruim fazer um tempo maravilhosamente baixo), quero correr a vida toda, ser daquelas velhinhas sorridentes que encara bem um shortinho e sai correndo por aí.

Meu sonho crescer e ficar assim...

Meu sonho crescer e ficar assim…

Se é para fazer uma prova, vou seguir as planilhas (na medida do possível), cuidar da alimentação, fazer os treinos educativos e os complementares. Agora, no dia em que eu PRECISAR correr, vou vestir uma roupinha bem paquita e sair por aí. Sorrindo ou chorando, vou sair e sei que vou voltar diferente!

Não peço que entendam, apenas respeitem quando eu me levantar a qualquer hora do dia, em qualquer lugar do mundo e disser que PRECISO correr!!! Eu vou, volto logo e, pode ter certeza de que a pessoa que voltar já não será aquela que saiu…

Vamos lá?!

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Aline Oliveira
Apaixonada pela vida, por esportes, pessoas e suas histórias. Curiosa sobre o mundo e eterna aprendiz. Depois de anos proibida de praticar os esportes que amava devido a um probleminha nos joelhos, resolvi me arriscar. Não aceitei largar a corrida e hoje sou uma corredora muito feliz!!!

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